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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Tyrannidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Fluvicolinae
 Swainson, 1832
Espécie: M. vetula

Nome Científico

Muscipipra vetula
(Lichtenstein, 1823)

Nome em Inglês

Shear-tailed Gray Tyrant


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Tesoura-cinzenta

A tesoura-cinzenta é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.

Seu nome científico significa: de Muscicapa = referente ao gênero Muscicapa de Brisson, (1760), papa moscas; e de Pipra = referente ao gênero Pipra de Linnaeus, (1764), tangará; e do (latim) vetula, vetus = velha, mulher velha, anciã. ⇒ Tangará papa moscas envelhecida.

É a única espécie do gênero Muscipipra.

Características

Mede 22 centímetros, como seu nome comum indica, é quase inteiramente cinza opaco, com exceção das asas e da cauda que são de coloração cinza escuro. Sua cauda é longa, distinta e bifurcada.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Captura insetos em voos acrobáticos como outros tiranídeos.

Reprodução

Constrói um diminuto ninho em forma de taça em arbustos baixos a cerca de 1,0 metro do solo, no sub-bosque nas matas de araucária.

Hábitos

A espécie é característica de ambientes montanos, geralmente entre 900 e 1500 m, habitando bordas de florestas úmidas, matas de araucária e campos com presença de arbustos como vassouras (Baccharis sp.). Comumente é vista pousada em galhos expostos ou secos, onde realiza voos para capturar insetos e retorna ao mesmo galho. Especula-se que a espécie possa ser uma migrante altitudinal, uma vez que em certas épocas do ano atinge altitudes mais baixas (e.g. Siderópolis/SC, 300 m de altitude, 5 de abril de 2015; Sinimbu/RS, 400 m de altitude, 20 de setembro de 2014).

Distribuição Geográfica

Espécie restrita à Mata Atlântica do sudeste da América do Sul, ocorre no leste do Paraguai, nordeste da Argentina e leste do Brasil, neste último desde o sudeste da Bahia até o centro-sul do Rio Grande do Sul. Uma sequência de dados obtidos na sua área de distribuição sugere que populações realizam movimentos migratórios no outono/inverno austral desde o leste do Brasil até o Paraguai e a Argentina (Areta & Bodrati 2008). Porém, essa hipótese ainda é inconclusiva.

Referências

Galeria de Fotos